sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sociedade- Me vem a mente.

Sociedade- Me vem a mente.

Me vem a mente
Um urro inocente
um corpo na rua
a verdade nua
no rosto da gente...

Me vem a mente
uns carros boiando
no túnel indulgente
inevitável, displicente...

inevitável coriza,
difícil certeza
fumaça no peito
falta clareza...

império decadente
disfarçado de gente
povo carente
mas, não tão inocente!

Voto no menos ladrão
voto no descrente
apertado no vagão
acorrentado sem corrente!

me vem a mente...
que sou brasileiro
sobrou-me infortúnio
faltou-me dinheiro!

Me vem a mente um não
que grudou na garganta
na fuligem da poluição
e na nuvem negra que levanta...

Me vem a mente, gritar
pular no rio de lixo
seria puro capricho
de um ser a divagar...

Me veio a mente falar
escrever o que já se cumpriu
para não ser profeta
e morrer poeta...

Para não morrer
cruz alienada da sociedade
que sabe morrer arrependido
por nunca, nada fazer!

Mando Mago Poeta 21:36 30/10/2009