domingo, 11 de outubro de 2009

Réu

Enquanto percorria o deserto dos sentidos,
muitas tristezas me assolaram a alma,
Arrependimentos diversos, me tomaram a lucidez,
e a areia do desalento, cegou minha visão...

Percorri longa jornada sem rumo certo,
castigado pelos desejos insólitos,
mesclando-me ao sem cor do vazio areal
nas esperança de encontrar prazer...

O Sol, antes idolatrado, me castigava o corpo,
A Lua me congelava a alma!

Fiz-me réu de mim, julguei-me culpado,
E após chegar ao ao veredito,
olhei de revés no passado,
o quanto já havia sofrido.

Condenei-me a me perdoar para sempre,
Consertar os erros cometidos,
amando-me em primeiro lugar,
para ter algum amor sincero a doar.

Mando Mago Poeta 13:51 11/10/2009