quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Pedra e cor

fundomar

Quisera eu
desenhar a vida
da forma que a vejo

Em cores
ou sem elas
portas da alma
janelas!

Quisera eu
descrever o que sinto
da forma sentida

Em palavras sem cores
nas palmas das mãos
ou palmas do chão

Brancas, perfumadas
rosas douradas
rosas vermelhas
entrelaçadas...

Quisera eu desenhar
dentro de mim
o que vejo de bom
e o que vejo de ruim

Quisera sonhar em cores
e entregar em cada mão
um pouco de minha emoção!

Quisera ser compreensível
e ser visto por dentro...
Além de cada lamento
há algo de bom em mim

Quisera eu ter renascido
sem tanta coisa a fazer
e deitar no marasmo de cada ser
como uma pedra no leito do mar...

Eterno e invisível
poesia dura e fria
sem a ninguém acordar!

Mando Mago Poeta 19:39 10/10/2012