terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Repentes poéticas…

caminho de flores
As pétalas que pisastes ontem,
são as flores que morreram
do jardim de meu coração!
Mando Mago Poeta 18:17 19/1/2010
Mesmo caminho
mesmo chão
pedacinho
de algodão
Mesmo delito
mesma desculpa
pedacinho de ilusão
Mesma rotina
mesmo colchão
pedaço de cortina
aberta no coração
Mesma mentira
mesmo perdão
pedacinho que vira
caco sem irmão
Mesma face congelada
Mesmo copo de veneno
Pedacinhos de lembranças
de uma vida arrancada
doída, cicatrizada,
e no céu me foi lembrada,
aos poucos desenhada...
pedacinhos de algodão.
Mando Mago Poeta 18:30 19/1/2010
sonho-de-liberdade
Se minhas palavras
afugentam a tua razão
meus pensamentos
com certeza te machucarão!
Mando Mago Poeta 18:31 19/1/2010
y1p
Me ensinastes a ser só,
afastando-me de ti,
agora largue minha mão,
já não sei viver a dois,
e de mim, nunca mais me separarei!
Mando Mago Poeta 18:33 19/1/2010
Se me deres motivo para amar,
aquela nuvem de algodão
amarei a tua imagem,
que sempre se vai...
quando começo a entender sua forma.
Mando Mago Poeta 18:34 19/1/2010
Meus pés estão descalços
sinto-os sangrar levemente
de tanto pisar a falsidade
dos que pensam me enganar...
Mando Mago Poeta 18:35 19/1/2010
Não me diga nada!
Se nada sabe da verdade,
pois cada um tem a sua,
ou empresta do vizinho
quando não sabe pensar por si,
e decidir o que quer deste mundo.
Mando Mago Poeta 18:39 19/1/2010
Carrego a balança numa mão,
estando equilibrada ou não,
na outra carrego a espada,
em defesa do que é bom.
Mando Mago Poeta 18:39 19/1/2010
mago-full
Nada tenho de valor
nada que possa comprar
só possuo o meu cajado
minhas cabaças a balançar
sem fitas pra enfeitar
sou como a folha verdinha
que caiu no seu quintal
e espera alimentar
a árvore que vai nascer
sem nada questionar...
Mando Mago Poeta 18:49 19/1/2010
olhar
As pessoas e suas visões
Alguns olham e nada vêem,
cegos de indecisão,
Outros, cegam a razão...
Alguns olham sem parar,
fingindo algo fitar,
quando na verdade escondem,
o que não sabem decifrar...
Algumas pessoas enxergam,
algo mais no horizonte,
e de tanto olhar para longe,
esquecem de ver ao seu lado,
caminhando sós na ilusão...
Uns vêem além da vida,
flutuam na eternidade,
mas nada fazem de útil,
só postulam a divindade...
Alguns enxergam distante,
com olhos de mosca atenta,
frações de tudo e de todos,
e a nada de concreto se atenta.
São olhos que não se enxergam,
no espelho da alma humana,
refletem o inconsciente,
sem luz, sem cor...sem gana!
só uma mistura de tudo,
sem sem interpretar os nuances,
sem sentir a energia,
da luz que vence o tempo,
viaja no espaço,
e adentra nossas células!
cada fóton, elétron solitário,
cada partícula, cada íon,
de todos, o menor,
é um universo desconhecido,
que habita os olhos da alma imortal...
E neste olhar, desprovido do "todo",
se forma um olhar vazio,
de um cego da alma,
que em tudo tenta tocar,
com as mãos trêmulas e indecisas,
Achando que o invisível, é tocável,
e que pode ver a luz com olhos de indecisão.
Mando Mago Poeta 19:17 19/1/2010

Sou índio Xavante
de sangue puro e real
sou filho da terra
das matas, guerreiro leal. 
Mando Mago Poeta 19:27 19/1/2010



Foto índio da etnia Terena não é Xavante.
O crédito da foto é © Tatiana Cardeal.
:http://www.flickr.com/photos/tatianacardeal/199860276/in/set-72057594123622684/