quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Poesia em vão

Não há poesia concreta
Nem tão pouco a imensidão,
Há uma rima deserta,
na estrofe de meu coração.

Não há poesia romântica,
Nem tão pouco uma paixão,
Há versos rompidos na semântica,
Ventos fortes na razão.

Não há poesia literária,
Nem uma clara visão,
Há uma forma arbitrária,
De morrer de emoção.

Não há poesia em soneto,
Só um poeta solitário,
Há um escrever obsoleto,
de um mundo utópico, imaginário!

Não há poesia em em vilancete,
Nem tão pouco uma canção,
Há uma melodia emudecida, em falsete,
De batidas tímidas de um coração.

Não há poesia em haicai,
Nem verso de decisão,
Há palavras soltas,e cai,
a mão do poeta no branco...

em vão.

Mando Mago Poeta 22:09 27/1/2010