sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Infinito adeus

Hoje não quero a poesia,
batendo na porta da alma,
quero o bolero de um dia,
de um sofrimento que acalma...

hoje não quero respostas,
minhas dúvidas se multiplicam,
quero o sino batendo nos rastros que dou as costas...

Hoje acordei sem versos,
sem rimas que me animem,
com os pensamentos dispersos,
não há estrofes que se rimem...

Hoje não quero a poesia,
quero um soneto sem vida,
uma prosa sem sentido,
para que me sinta poeta,
escrevendo um infinito "adeus".

Mando Mago Poeta 17:32 29/1/2010