sábado, 6 de fevereiro de 2010

Chuva de versos

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Da janela eu vejo as gotas caírem com seu ruído característico, enquanto tento permanecer em silêncio.

Sinto meu coração pulsando acelerado, na espera que parece não ter fim, e, observo atentamente a paisagem ao meu redor, como se as paredes fossem transparentes… É inicio de Fevereiro, todos os versos ficaram implícitos nos ruídos da chuva, como se escrevesse cada gota, linha a linha, no poema desejado.

Nada escrito, tudo sentido, sem sentido… O poema de chuva, a chuva de versos inundando a mente. Nenhum poema escrito, somente versos de chuva, de lágrimas.

Declamando versos, a chuva cai… as lágrimas caem, secas por fora, molhadas dentro de mim!

Nada é como antes, os poemas sorriram enquanto puderam, agora caem do céu feito lágrimas sem sentido.

São meus dias molhados, de uma chuva que não cessa!

Esta chuva que inunda-me de inspiração, mas não me traz alegria, apenas afoga-me no poema sem rima, que não termina, deixando-me a espera do poema que se perdeu no horizonte e da janela espero ansioso – trará ele, um amor que me dê alegria? Chegará na primavera da paixão, florindo minha vida?- espero, na janela, a chuva passar… E levará meus veros molhados, pelos bueiros afora, na cidade sem rima, onde moro acompanhado mas continuo me sentindo só!

 

Mando Mago Poeta 20:11 6/2/2010