domingo, 27 de junho de 2010

Centelha de mim

idade media

Centelha de mim

Eis que surge dentro de mim,
Algo de lucidez, impenetrável,
rígido aço de razão, enfim...
Algo de uma força imutável!

Desperto de um sonho curto,
Com uma espada cravada no peito,
como uma luz metálica invisível
que penetra os olhos com efeito...

Deveras triste, andava...
Sem motivo, chorava.
E, em pedaços rígidos de mim, rolando a escada,
Cortei o sal da garganta no fio do da espada!

Renasci guerreiro!
Sem cabeça, sem sal, sem garganta...
Mas minha boca ainda grita no nevoeiro,
Com a espada no peito, e o brilho vil

Do aço da razão em minha alma!
Sou mais calado?! Não!
Também não tenho mais calma,
Apenas descobri o caminho de meu coração!

A estrada que leva ao mais ínfimo
e imutável sentimento...
A centelha divina em mim!

Mando Mago Poeta 21:06 27/6/2010