quinta-feira, 18 de setembro de 2008


§ Asas §

Meus demolidos desejos de mudança
caíram aos seu pés esta noite
destruiram uma esperança
que perdeu-se na poeira

Meus alicerces abalados
pelo gelo dos anos
Foram abaixo derrubados
pelos sonhos humanos...

Asas e garras me afloraram
alcei vôo ao mundo real
Nos ventos que me sopraram
Ao sabor do surreal...

Agora corto o ar sem destino
Sem nada, sem amor ou esperança,
Sou asas do desapego, menino...
E acordo desse mundo, criança.

Garras cortantes ao Sol,
Voando só no azul cinzento,
uivo em sol no vento
clave sem dó, choro em bemol.

Assim misturo-me ao cinzento,
mesclado no triste lamento
em busca do colo sensível
da Natureza Mãe, invisível...

Mando Mago Poeta
23:51 18/9/2008